quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Criando crianças sustentáveis




Criando crianças sustentáveis



Segundo ensinamentos da minha avó, educação vem de berço. Seguindo esse ditado popular, será possível educar as nossas crianças para que elas sejam pessoas sustentáveis agora e no futuro?
O mundo vive hoje a chamada “Era digital” e as crianças já nascem conectadas à um computador com internet wireless. Sendo assim, falar sobre brincadeiras sustentáveis, por exemplo, significa gastar menos madeira, plástico, dentre outros tão prejudiciais ao meio ambiente.
Não basta ser sustentável em alguns atos e não transmitir isso para os pequenos. É necessário que eles saibam e participem da formação do futuro deles na escola e em casa. Os pais são muito influentes e decisivos na educação das crianças. Sendo assim, é muito importante que os pais também tenham atitudes sustentáveis!
Por que não ensinar a separar o lixo orgânico do inorgânico? Ou então apenas utilizar menos papel? Não jogar lixo no chão? Não é tão difícil quanto parece!
As escolas exercem um papel de fundamental importância na educação dos pimpolhos e podem fazer uso de livros, teatros ou outras formas lúdicas para transmitir os principais problemas ambientais – como lixo, poluição e desmatamento – para que no futuro, eles sejam pessoas melhores e garantam sua sobrevivência no planeta.
Pequenas ações fazem a diferença. E as crianças são o futuro dessa nação…então, nada melhor do que educá-las, desde cedo, para que saibam o que é ser um cidadão sustentável.


Educação vem de berço



Educação vem de berço

Sim: é de pequeno que se ensinam limites. Seu bebê já é capaz de absorver as primeiras noções de certo e errado

Foto: A criança se acostuma com as ações da mãe desde cedo

Você tem receio de impor limites ao seu filho pequeno? Muitos pais têm, pois acham que uma postura mais firme pode traumatizar a criança ou deixá-la magoada. Acredite: é justamente o contrário. Como apontam especialistas em psicologia infantil, se os pais deixarem a condescendência de lado e, com sensibilidade, mostrarem ao bebê até onde ele pode chegar, estarão o fazendo se sentir mais amado e mais seguro.

Quando começam a engatinhar e andar, os bebês fazem do mundo um verdadeiro laboratório. E, como pequenos cientistas, testam todas as hipóteses incansavelmente. São capazes de mergulhar a mão no vaso sanitário, comer a ração do cachorro, sentir as emoções de escalar o armário ou de tomar um brinquedo das mãos de outra criança. Sem noção de higiene, perigo ou regras sociais, o céu é o limite para suas experiências. Na cabeça dos pais, fica a dúvida: até onde permitir que o pequeno vá?

Passar o dia escoltando o bebê pode limitar o aprendizado e a busca por autonomia. Por outro lado, fazer-se de ausente e deixá-lo totalmente livre gera insegurança. Educar uma criança é um longo e constante exercício de sinalizar "sim" ou "não" para as suas atitudes e reações, e muitos pais, depois de um dia exaustivo, relaxam na missão de colocar limites claros para os filhos. Mas o dever de estabelecer os comportamentos que são ou não aceitáveis vai muito além da disciplina e é importante desde o nascimento.

A seguir, características de cada fase do bebê, depois, veja as dicas de como educá-lo sem receio.

Ideias para seu filho dormir bem



Ideias para seu filho dormir bem

Criar uma rotina relaxante na hora de dormir é a melhor garantia de uma boa noite de sono para o bebê - e para você também

Publicado em 20/08/2012
Reportagem: Danae Stephan - Edição: MdeMulher
Um bebê que não dá trabalho para dormir e acorda só no dia seguinte é o sonho de qualquer mãe. Às vezes, parece impossível chegar a esse grau de tranquilidade. Mas, com um pouquinho de treino, seu filho logo aprenderá a dormir bem. E o sono de qualidade é fundamental para a saúde e para o desenvolvimento dele. Também você sai ganhando: descansada, tem muito mais disposição para curtir o filhote.
De olho no relógio
O organismo do bebê é programado para dormir cedo, entre 18 e 20 horas. Se esse horário não for respeitado, ele começa a produzir substâncias estimulantes, que deixam os pequenos ainda mais ligados, criando um círculo vicioso que impacta crescentemente a qualidade do sono. Crianças que não dormem direito liberam mais cortisol, o hormônio do stress, que as leva a acordar mais vezes à noite, gerando mais stress e fazendo com que liberem ainda mais hormônio... Além de interferir na dinâmica da família, a falta de sono atrapalha o crescimento e o desenvolvimento do bebê.
Ritual infalível
Um estudo com 58 crianças até 2 anos conduzido pela médica Jodi Mindell, do Centro do Sono do Hospital das Crianças da Filadélfia, nos Estados Unidos, mostrou que os bebês que contavam com um ritual específico antes de adormecer pegavam no sono mais rapidamente, tinham 38% menos episódios de despertar e ficavam 49% menos tempo acordados à noite. Esse ritual é simples e consiste de três passos: um banho morno, seguido de uma massagem relaxante e, já na cama, uma atividade tranquila, como contar uma história ou cantar. "O ideal é dar o banho em um ambiente calmo. E a massagem é quase um carinho. Basta fazer movimentos circulares leves pelo corpo do bebê", ensina a terapeuta corporal Marjorie Sá.
Para dormir melhor
· Um bichinho de pelúcia ou paninho com textura pode servir de estímulo ao sono. Ao manuseá-lo, o bebê se acalma e é como se embalasse a si mesmo. "Esses objetos de transição são importantes para o desenvolvimento psíquico e não devem ser retirados da criança em nenhuma idade. Ela decide o momento de substituí-los ou deixá-los de lado", diz a neuropediatra Marcia Pradella, de São Paulo.
· Use uma lâmpada azul de oito velas como luz de segurança. "Existem estudos mostrando que a frequência de onda da luz azul, além de não atrapalhar a produção de melatonina, ajuda a sincronizar as ondas cerebrais, fazendo com que o bebê adormeça mais facilmente", ensina Marcia. De quebra, essa luminosidade auxilia a mãe na hora da troca ou da mamada no meio da madrugada.
· Manter a calma é sempre positivo. "O bebê percebe quando os pais estão estressados, e isso faz com que ele não relaxe para dormir", diz a enfermeira obstetriz Alice G. T. Natali, de São Paulo.

Como lidar com algumas atitudes chatinhas do bebê




Como lidar com algumas atitudes chatinhas do bebê

Alguns comportamentos do seu filho podem ser bem chatinhos. Mas não é para irritá-la que ele derrama a comida ou atira longe um brinquedo. Veja o que fazer para acabar com isso

Publicado em 06/09/2012
Reportagem: Daniela Venerando / Edição: MdeMulher







Algumas atitudes chatinhas fazem parte do desenvolvimento natural da criança. Entendê-las ajuda a lidar de modo equilibrado com a situação, impondo limites na hora certa ou rindo quando só o bom humor resolver
Jogar objetos para você pegar
No cadeirão ou no berço, o bebê arremessa um brinquedo e olha com ar de expectativa para que você o devolva. Assim que tem o objeto de volta, joga-o para longe outra vez e assim sucessivamente. Por volta dos 8 meses, ele é capaz de se divertir por horas com essa brincadeira, mesmo que a mãe esteja exausta de tanto pega-devolve. Segundo a pediatra Ana Maria Escobar, seu filho não faz isso por birra, mas porque está descobrindo que toda ação tem uma reação. A saída é deixá-lo se divertir.
Cuspir e derramar comida
Se por algum motivo o bebê precisa receber papinha ou suco antes dos 6 meses - quando tradicionalmente inicia-se o desmame -, é provável que, em vez de se deliciar com os novos sabores, ele cuspa para longe o alimento. A reação não indica que ele detestou a iguaria, mas que ainda não sabe engolir. Ao mamar no peito ou na mamadeira, a criança suga e faz um movimento com a língua de cima para baixo a fim de conduzir o leite. A deglutição de um alimento oferecido com colher, porém, obedece a outro mecanismo, bem mais complexo. "Até que ela treine essa musculatura e aprenda a comer, uma tática é introduzir a colher pelo canto da boca - assim, não haverá o reflexo de jogar tudo fora com a língua", aconselha Ana Maria. Após os 6 meses, mesmo que a criança pareça não entender, comece a ensiná-la que é errado cuspir a comida ou jogá-la no chão.
Bater na cabeça dos outros
A cena se repete em casa, com os irmãos e pais, e também na escola e no parquinho, com outras crianças. Não fique constrangida nem imagine que seu filho seja agressivo ou brigão. Nessa fase, a intenção dele é brincar. "Ele não tem noção de que bater pode machucar ou desagradar alguém. Alguns até riem. No entanto, é preciso educar e ensinar que isso não é correto", diz Lucília. Mas não tenha grandes esperanças: ele ainda irá repetir essas investidas por muito tempo e pode agir como se estivesse ignorando as suas censuras. O importante é jamais perder a paciência nem, em hipótese alguma, revidar com um tapa ou outra atitude agressiva.
Repetir uma atividade várias vezes
Certo dia a pediatra Ana Maria recebeu a ligação de uma mãe, aflita, perguntando se Branca de Neve viciava, pois o filho de 3 anos não parava de assistir ao filme. Não é fácil repetir mil vezes o mesmo enredo, mas não tem jeito. A repetição é um mecanismo de aprendizado e ajuda a criança a antecipar acontecimentos. Por volta de 1 ano, os bebês já gostam de repetir brincadeiras e histórias - quem nunca ouviu um "de novo" de uma criança? Isso não significa que, paralelamente, você não deva estimular novos interesses. Apenas respeite as repetições que seu filho solicitar sem cair na tentação de contar a história de maneira diferente.


Atividades dos 6 aos 12 meses



ATIVIDADES DOS 6 AOS 12 MESES

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos

Atividades dos 6 aos 12 meses



Estímulos
Durante os cuidados diários, aproveite para imitar os gestos, sons e expressões do bebê, fazendo pequenas pausas para que ele também a imite. Entre 8 e 10 meses, estimule-o a bater palminhas e a executar gestos que têm significados associados a palavras, como "tchauzinho".

Brincadeiras
Leve as mãozinhas do bebê até a boca e sopre-as suavemente; infle as suas bochechas e incentive o pequeno a apertá-las, esvaziando o ar de sua boca. Durante o banho, coloque brinquedinhos, tubos e esponjas coloridas para boiar na banheira. Os jogos de mostrar e esconder objetos são uma maneira divertida de exercitar a memória e vão fazer a alegria do bebê.

A fim de refinar a noção espacial do seu filho, você pode deixá-lo juntamente com alguns brinquedos em lugares cercados de diferentes dimensões. Encaixar objetos pequenos, como potes, caixas e vasilhas, dentro de outros sucessivamente maiores - e desencaixá-los - sustenta longos períodos de diversão. Por fim, afaste os brinquedos do alcance do bebê para que ele tente apanhá-los.

Atividades para até 6 meses




ATIVIDADES PARA ATÉ OS 6 MESES

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos



Estímulos
O contato físico e visual é muito importante nesse período. Coloque diferentes tecidos e materiais sobre a pele do bebê, faça massagens freqüentes no pequeno e fite-o diretamente nos olhos enquanto o amamenta ou cuida dele. Nos momentos mais tranqüilos, mova o rosto ligeiramente para cima e para baixo, para que ele acompanhe visualmente o movimento. No fim do primeiro semestre, quando o bebê já enxerga melhor, acompanhe as suas palavras com expressões faciais e faça festa ao reconhecer um sorriso dele. Cante e fale quando estiverem juntos, mas sem exageros.

Brincadeiras
Mostre vocês dois no espelho e descreva a imagem refletida. Amarre uma fita bem colorida na mão dele e desperte-lhe a atenção para a novidade. É hora também de instalar um móbile sobre o berço – pode ser algo tão simples quanto pedaços de barbantes, papéis coloridos e colheres. O que se deseja é estimular a coordenação visual.

.Simbolismo e imaginação




SIMBOLISMOS E IMAGINAÇÃO

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos

Simbolismos e imaginação

A representação e a abstração da realidade são aquisições intelectuais sofisticadas e surgem por volta dos 18 meses, quando a criança percebe o valor simbólico dos objetos. Nessa idade, ela vê a fotografia de um familiar e o reconhece, mas já não confunde a foto, que é uma representação, com a própria pessoa.

Também é capaz de se divertir com um telefone de brinquedo, fingindo que conversa com alguém. Divirta-se embarcando nas fantasias do pequeno e forneça o que for necessário para o seu teatro: comidinhas de plástico, chapéus, imitações de objetos da casa e sua companhia, claro.

As fantasias são uma base para a construção do raciocínio e ajudam a criança a distinguir o real do imaginário, além de lhe proporcionarem noção dos diferentes papéis sociais, como homem, mulher, pai, filho etc. Sua capacidade de construir representações da própria realidade é sinal de grande evolução intelectual e prepara, desde já, o caminho para a rica fase de criatividade que vem em seguida.

Contato, carinho e colo



CONTATO HUMANO  

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos



Excesso de colo faz mal ao bebê?

Publicado em 05/09/2012
Claudia Rohenkohl




Contato humano
Quando chega ao mundo, o bebê já traz consigo a capacidade de se comunicar e de interagir com as pessoas e o ambiente que o cercam - dois atributos da inteligência. O choro é sua principal forma de expressar uma necessidade ou uma sensação e tem nuances que as mães logo aprendem a distinguir - toda mãe sabe discernir se o filho chora de dor, de manha ou de soninho. Também a vocalização, que vai do balbucio ao grito, apresenta tons diferentes quando o bebê está sozinho e quando ele percebe a chegada de alguém. "São mostras de que a criança possui uma linguagem e busca manter um 'diálogo' com ela", explica a fonoaudióloga Jacy Perissinoto, professora da Universidade Federal de São Paulo.

Interação com o bebêResponder a essas tentativas de diálogo e de contato é o principal papel dos pais. Com 1 mês, seu filho já demonstra atração por rostos, interessa-se por sons (principalmente agudos) e responde ao toque. Não deixe faltar informações e, acredite, a principal fonte de estímulos nessa fase é o contato humano. "Nenhum brinquedo ou televisão tem a riqueza de interações do contato pessoal. Interagir é o maior estimulante mental para o bebê", assegura o neuropediatra Luis Celso Vilanova, também professor da Universidade Federal de São Paulo.

Segundo ele, diferentes aquisições facilitam a interação e sinalizam que tudo vai bem com o desenvolvimento cerebral do bebê. Com 2 meses, ele já sorri diante de estímulos. No final do terceiro, acompanha objetos com o olhar. E, do primeiro ao quarto mês, começa a ter consciência de seu corpo. Uma das melhores atividades nesse momento é incentivá-lo a se tocar levando as mãos ao rosto, aos pés etc. Esse contato com o próprio corpo é fundamental para que ele forme uma primeira auto-imagem de si e conquiste o controle motor que lhe permitirá, em breve, fazer novos avanços na descoberta do mundo.



Excesso de colo faz mal ao bebê?

Adoro ficar com meu bebê nos braços, mas há quem afirme que isso não é bom nem para ele nem para mim... É verdade?


O que faz uma mãe se perguntar se colo faz mal ao bebê? Que tipo de mal o excesso de colo faria? Se a resposta é “ele pode ficar mal-acostumado”, deveríamos interrogar: mal- acostumado com o quê?
Contato físico investido de carinho é fundamental para o desenvolvimento do bebê. Nós nos constituímos como seres humanos na relação com o outro. Como o filhote humano nasce totalmente dependente de cuidados, essa extrema dependência inicial faz com que seja importantíssima uma relação constante de carinhos e cuidados entre o bebê e um adulto que o acompanhe a maior parte do tempo. Na nossa cultura, esse papel normalmente é da mãe. A forma como ela passa seu cuidado e projeta o futuro de seu filho marca a criança pelo restante da vida.
Dar colo transmite ao bebê muitas coisas ao mesmo tempo: segurança, proteção, carinho, amor e, inclusive, o limite do seu corpo. É nos braços do adulto que o recém-nascido vai descobrindo que tem começo e fim, já que, ao nascer, ele não sabe ainda que é uma pessoa separada da mãe.
Não tenha medo de dar colo ao seu bebê. Ele não vai ficar manhoso nem mal-acostumado. Entenda a "manha" como um pedido, um jeito de dizer que algo está faltando. Sendo assim, por que não pegá-lo no colo e confortá-lo? É importante se perguntar “o que” está provocando seu medo. É possível que a pressão para que dê pouco colo ao seu filho esteja relacionada com as exigências que enfrenta. Tendo que trabalhar, muitas mães querem que os bebês fiquem independentes muito cedo para que não "sofram" com a separação. Esse sentimento leva às tentativas de fazer o bebê adormecer sozinho antes dos 7 meses e tirar as fraldas com menos de 2 anos. Forçar a aquisição de tais habilidades antes do tempo pode até ser possível, mas certamente terá um custo emocional.
As mulheres da geração atual, independentes e acostumadas a levar uma vida autônoma, sentem mais o peso da responsabilidade pelos cuidados de um outro ser durante um longo período. Você não precisa ser a única a cuidar do bebê. Se possível, divida as tarefas com o marido, com as avós, com uma babá ou mesmo com uma creche. E lhe dê uma boa base de carinho, transmita segurança, demonstre que bota fé no seu desenvolvimento.
O único contexto no qual o “excesso” de colo pode ser prejudicial é quando ele espelha uma relação mãe-pai-bebê desequilibrada. Talvez o casal não esteja funcionando bem ou se afastando sexualmente. Nesse caso, o colo pode ter adquirido a função secundária de afastar o casal, colocando o bebê no meio deles, ou mesmo suprindo o carinho que deveria existir entre o pai e a mãe. Razão pela qual a mãe mergulha totalmente na fascinação que sente pelo seu bebê, deixando de lado outros aspectos de sua vida de mulher, de companheira, de profissional. Mas, mesmo aí, não é a quantidade de colo que causa o problema... Os movimentos dessa dança têm de estar em sintonia: o apaixonamento e a ruptura darão ao bebê condições de crescer saudável. Agora, imagine, se até os adultos precisam de um colinho, que dirá o bebê?
Fonte: Claudia Rohenkohl é psicanalista especializada em psicopatologia do bebê

Sons, ritmos e tons




SONS, RITMOS E TONS

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos
Sons, ritmos e tons

Desde o quinto mês de gestação, os estímulos auditivos já começam a colocar os neurônios do bebê para trabalhar. Ele é capaz de distinguir a voz materna da de outras pessoas e, pela audição, percebe sons graves e agudos, a harmonia das músicas, as emoções contidas numa fala, os ritmos sincopados do andar e dos batimentos cardíacos maternos etc.

Só depois de nascido, porém, por volta de 9 ou 10 meses, é que ele será capaz de associar significado às palavras - entende o próprio nome e sabe o que quer dizer "não", por exemplo. Mas quanto antes iniciar seu contato auditivo com o mundo, melhor. Outros marcos especialmente importantes para a captação de informações sonoras acontecem por volta do quarto e do oitavo mês de vida, quando a criança passa a detectar, respectivamente, sons laterais e oblíquos (que acontecem acima ou abaixo de onde ela está). "É um bom momento para intensificar o contato com a música. Não precisa ser nenhum clássico ou ritmo específico. O som que os pais gostam vai estimular o bebê do mesmo jeito. O único cuidado é não exagerar no volume para não causar stress", garante o neurologista infantil Erasmo Casella, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Curiosidade e Observação



CURIOSIDADE E OBSERVAÇÃO
Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos



Curiosidade e observação


Entre 8 e 10 meses, o bebê finalmente entende que as coisas continuam existindo mesmo quando não estão à vista. Essa constatação de que o mundo é maior do que aquilo que se vê é que abrirá caminhos para a curiosidade natural, que, daqui para a frente, vai levá-lo a inúmeras descobertas. Ocultar brinquedos debaixo de um pano ou dentro de um balde ou fazer um barulho conhecido com um objeto escondido são brincadeiras que também vão ajudar a criança a interiorizar esse aprendizado.

A partir de agora, seu bebê tem idéias bem mais maduras sobre quem ele é, quem cuida dele e quem é estranho, sabe a diferença entre adultos e crianças, imita expressões e consegue demonstrar sentimentos positivos e negativos. Aproveite para estimulá- lo a ir com outras pessoas e ausente-se por curtos períodos, retornando em seguida. Essa atitude vai levá-lo a perceber que os seres amados saem, mas retornam, o que aumentará sua curiosidade intelectual e sua segurança para se aventurar.

Inteligência do bebê



BEBÊS GENIAIS E MENTES MARAVILHOSAS

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos


Bebês geniais e mentes maravilhosas
Tão pequeno e com a cabecinha a mil! Já se foi o tempo em que o recém-nascido era considerado uma pessoinha "zerada", sem raciocínio, emoções, entendimento ou vontades. Novos estudos e pesquisas mostram que, ao nascer, a criança já conta com sentimentos, habilidades físicas e capacidade de comunicação bem evoluídos.

Hoje se sabe também que o curto período compreendido entre a gestação e os dois primeiros anos é o mais importante para o desenvolvimento do cérebro e das conexões neurológicas que influenciam a inteligência de uma pessoa pela vida inteira.

Ainda antes do nascimento, o cérebro já está com a arquitetura formada e, até o final do segundo ano, vai atingir 75% do peso e terá estabelecido a maior parte das "estradas" por onde os neurônios irão trafegar durante toda a vida. É uma época de ouro para influenciar positivamente o desenvolvimento mental do bebê. Veja como herança genética, estímulos adequados e um ambiente doméstico afetuoso se combinam e saiba como garantir, desde agora, as condições para o seu filho aproveitar ao máximo os talentos que ele possui. 



Inteligência do bebê: como estimular as habilidades do seu filho

A inteligência do bebê é bem ativa nos primeiros meses de vida, estimule seu filho

Por Fábio Sanchez e Suzana Lakatos

Aprendendo com a repetição


APRENDENDO COM A REPETIÇÃO

No início do terceiro mês, seu filho é capaz de associar eventos simultâneos - ao ouvir sua voz, por exemplo, é possível que ele pense logo em dar uma boa mamada. A partir do momento em que consegue estabelecer as primeiras associações de idéias, a criança adquire também a capacidade de antecipar acontecimentos.

São aquisições importantes que ocorrem ainda ao longo do primeiro semestre de vida e, pouco a pouco, ajudarão seu filho a desenvolver o controle sobre as próprias emoções, como a excitação na hora do banho, da comida ou de brincar. Vale a pena empenhar-se em tornar essas atividades o mais rotineiras possível. A previsibilidade e a repetição no início da vida são fundamentais para ajudar o pequeno a fixar idéias e ganhar a segurança necessária para avançar em novas atitudes.

Antes do sexto mês, seu filho perceberá também que os adultos mostram fortes reações emocionais às suas iniciativas, como sorrir e balbuciar ou chorar e espernear, e começará a fazer uso disso. É hora de conversar bastante, nomeando as emoções e necessidades que ele demonstra.

Seu bebê chora em que língua? - Roberto Lent




Seu bebê chora em que língua?

Roberto Lent é autor do livro Cem Bilhões de Neurônios? - Conceitos Fundamentais de Neurociência (Editora Atheneu) e professor titular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Neste vídeo, Roberto Lent fala sobre um novo estudo que mostra como os fetos aprendem ainda na barriga da mãe a entonação que reproduzem depois de nascer através do choro.